Gasolina pode ficar mais barata com mudança proposta pelo governo Lula
ALÍVIO NO BOLSO

Em uma tentativa de reduzir o preço dos combustíveis para o consumidor e diminuir a dependência da gasolina importada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.
A proposta foi definida na terça-feira, 9, durante reunião entre Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e representantes do setor sucroenergético.
O tema deve entrar na pauta da próxima reunião do conselho, prevista para ocorrer nas próximas duas semanas.
Entenda a estratégia do governo
De acordo com Alexandre Silveira, o aumento da participação do etanol permitirá que o Brasil reduza a importação de gasolina, diminuindo a exposição às oscilações do mercado internacional e aos impactos de conflitos como a guerra no Oriente Médio.
“A ideia é aumentar ainda mais a mistura do etanol anidro na gasolina para que o Brasil se torne autossuficiente, deixando de precisar importar gasolina. Com isso, também reduzimos os impactos de uma guerra”, afirmou o ministro.
A declaração foi feita à imprensa após reunião no Palácio do Planalto.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida poderá reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina.
Esta não é a primeira mudança promovida pelo governo. Em junho do ano passado, a mistura obrigatória de etanol na gasolina passou de 27% para 30%.
Na mesma ocasião, a participação do biodiesel no diesel comum foi elevada de 14% para 15%. Desta vez, porém, não há previsão de alterações no diesel.
Setor aposta em redução de preços
A atual proposta do governo Lula foi bem recebida pelas entidades do setor sucroenergético. Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a medida fortalece a segurança energética do país e pode ajudar a reduzir os custos para os motoristas.
Segundo a entidade, o etanol custa atualmente, em média, R$ 2,40 a menos por litro do que a gasolina.
Por isso, o aumento da participação do biocombustível na mistura tende a contribuir para a redução do preço final pago pelo consumidor.
Fonte: A Tarde

