Essas 4 cidades do interior do Brasil têm populações menores que muitos condomínios e prédios de centros urbanos: nem 1.000 moradores

Quatro cidades brasileiras têm menos de 1.000 habitantes, segundo as Estimativas da População 2025 do IBGE. Juntas, elas reúnem 3.698 moradores, número menor que o de muitos condomínios, prédios e bairros de grandes centros urbanos.
Essa é uma realidade distante da maioria do país, em que muitos bairros concentram dezenas de milhares de cidadãos. Enquanto metrópoles concentram serviços, pequenos municípios precisam manter infraestrutura para populações mínimas.
Quais são as cidades com menos de 1.000 habitantes
O município menos populoso do Brasil é Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 856 habitantes. A cidade já ocupava esse posto no Censo 2022 e segue como símbolo nacional dos pequenos municípios.
Logo depois aparece Anhanguera, em Goiás, com 913 moradores. Em seguida vem Borá, no interior de São Paulo, com 932 habitantes. Araguainha, em Mato Grosso, completa o grupo, com 997 pessoas.
A marca de Araguainha é importante porque fica logo abaixo da barreira simbólica dos mil moradores. No Censo 2022, o município ainda tinha 1.010 habitantes. Portanto, a entrada no grupo ocorre nas estimativas mais recentes do IBGE.
Esses quatro municípios fazem parte de uma faixa ainda maior de pequenas cidades. Segundo o IBGE, 26 municípios brasileiros tinham menos de 1.500 habitantes em 2025. Juntos, eles somavam 33.186 pessoas, apenas 0,02% da população do país.
Dinâmica das nanocidades
O Brasil tem 5.571 municípios, considerando também o Distrito Federal e Fernando de Noronha, segundo o IBGE. A criação de municípios ao longo da história ajudou a organizar serviços locais, aproximar a administração pública da população e dar autonomia a comunidades distantes.
No entanto, a baixa população muda a escala de tudo. Uma cidade com menos de mil habitantes precisa manter estruturas parecidas com as de municípios maiores, mas com menos contribuintes, menos comércio e menor capacidade de arrecadação própria.

Papel do dinheiro público
O Fundo de Participação dos Municípios, conhecido como FPM, tem peso central nesse debate. Ele transfere recursos da União para as prefeituras e ajuda a financiar áreas como saúde, educação, administração e manutenção urbana.
Um estudo do Ipea sobre pequenos municípios mostrou que as regras de distribuição do FPM influenciam a forma como a população municipal aparece nas faixas usadas para repasses.
Isto não significa que cidades pequenas sejam um problema por existirem. A questão é mais complexa. Em um país desigual e territorialmente extenso, transferências públicas ajudam a manter serviços onde a arrecadação local não seria suficiente.
Fonte: *Correio

