Cultura na Contramão: Um Alerta para a Gestão Cultural de Morro do Chapéu

É com surpresa e preocupação que recebemos a Notificação Administrativa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Morro do Chapéu, que solicita a desocupação de artesãos da Casa da Arte em apenas sete dias para o início de obras. Embora a realização de melhorias em espaços culturais seja fundamental, a forma como essa ação está sendo conduzida contradiz a declaração do município de “impulsionar e respeitar os profissionais da cultura”.

A cultura não é apenas um adereço; é o alicerce da identidade de uma cidade, um motor de desenvolvimento social e econômico, e um veículo para a expressão e o sustento de seus artistas. Em Morro do Chapéu, onde se afirma valorizar os profissionais da cultura, a emissão de uma notificação com prazo tão curto para a desocupação de um espaço vital para artesãos, sem a oferta de alternativas adequadas, demonstra uma desconexão entre o discurso e a prática.

Artesãos, como os que ocupam a Casa da Arte, são mais do que meros ocupantes de um espaço. Eles são guardiões de saberes tradicionais, promotores da economia criativa local e embaixadores da cultura de Morro do Chapéu. A arte que produzem gera renda, atrai turistas e enriquece a vida dos cidadãos. Deslocá-los abruptamente, sem um plano claro de realocação que garanta a continuidade de suas atividades, não é impulsionar a cultura, mas sim fragilizá-la.

Compreendemos a necessidade de obras e reformas, mas elas devem ser planejadas e executadas de maneira a preservar e valorizar o patrimônio humano e artístico da cidade. Uma secretaria de cultura deve atuar como facilitadora e defensora de seus artistas, buscando soluções que minimizem o impacto negativo de tais medidas e garantam a dignidade e a continuidade do trabalho cultural. Ações como esta, que podem levar à interrupção de atividades e à perda de renda para os artesãos, geram incerteza e desvalorização. É imperativo que a cidade de Morro do Chapéu demonstre, na prática, o valor que atribui aos seus artistas e à rica cultural que eles tecem diariamente.

Texto de @evaldo__rodrigues @tvchapada

Na mesma publicação, a manifestação a seguir:

‘Faço parte dos que participam da Casa da Arte, acho injusto não alocar quem precisa em outro espaço, foi falado da reforma faz bastante tempo e deviam criar algo como local temporário, porém pra falar da cultura da cidade tem que além da gestão, outros órgãos independente de bandeira estar presente não só quando gera polêmica pra poder favorecer, tô vendo gente comentar sobre cultura, gente essas que não gasta um real pra valorizar cultura local mas vive enchendo cara por ai, ao menos falem e defendam a causa mas defendam com respeito pois tem gente que faz parte da cultura que leva à sério o trabalho e não por sensacionalismo.’

LRN acompanhou o processo de repasse de recursos da PNAB, quando o Conselho Municipal de Políticas Culturais aprovou R$50.000,00 (Cinquenta Mil Reais), mas, a gestão municipal pleiteava algo em torno de R$100.000,00 (cem mil Reais), diante dos mais R$260.000,00 devidamente recebidos em 2024 e já utilizados pelos fazedores de cultura, agora em fase final de prestação de contas, inclusive para a gestão em relação ao MinC -Ministério da Cultura.

A grande demanda de toda esta situação é retirar os ocupantes da Casa da Arte para irem para casa?

Houve tempo suficiente para se pensar em uma relocação.

É um debate que precisa estar sempre em pauta no CMPC.

Com a palavra, conselheiros e gestão municipal. Espaço aberto!

Fonte: LRN

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