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REVIVENDO NOSSA HISTÓRIA – XXXIV: A história do CAFÉ em Morro do Chapéu e seus pioneiros.

Todas as sextas-feiras, o Site jornalcorreiodosertao.com.br está revivendo a história de nossa Morro do Chapéu e sua gente, como também matérias interessantes relacionadas a nossa região, levando você a fazer uma viagem no tempo destes 108 de vida do referido periódico, esse que é o 2º Jornal mais antigo da Bahia e o primeiro do interior ainda em circulação e que guarda em seus arquivos importantíssimos registros. A todos, uma boa viagem no tempo!

Vejamos hoje: A história do CAFÉ em Morro do Chapéu e seus pioneiros. (1975-1976)

O ano era 1975 e Morro do Chapéu tinha como prefeito Odilésio Gomes, foi quando a implantação do Pólo Cafeeiro da Chapada Diamantina gerou um importante ciclo de desenvolvimento,  promovendo uma verdadeira revolução econômica e social. Com a implantação de novas tecnologias extensivas a outras culturas, inclusive o feijão, foram elevados substancialmente os índices de produtividade e houve o aproveitamento de terras antes desprezadas, consequência da exploração de um modelo agrícola ultrapassado. O hortifrutigranjeiro se desenvolveu, a pecuária cresceu e se modernizou, e o comércio se fortaleceu bastante, fato que contribuiu para instalações nesta cidade dos Bancos do Brasil e do Nordeste. Foi construída uma nova e extensa  malha rodoviária interna e intermunicipal com recursos da FUNCAFÉ. A Chapada Diamantina teve muito a agradecer pela instalação do Pólo Cafeeiro aos ilustres homens públicos da época, Governador Antonio Carlos Magalhães, Governador Roberto Santos e a Dr. Camilo Calazans (então presidente do Instituto Brasileiro do Café – IBC). Também tiveram participações importantes nestas realizações: Lourival Cunegundes, Odilon Gomes da Rocha, Edvaldo Valois, Genésio Valois, os irmãos  Virgílio e José Carlos Ferraz, o Engº Ciro Mirante, Renato Passos de Oliveira, Carlos Eduardo Figueredo Lima, Aloisio Alves de Souza, Capitão Niceu Vasconcelos, Lourival Lopes dos Santos, Tolentino Oliver Guimarães, Wilson Mendes, Rafael Gonçalves, Dr. Ayron Botelho Pinto, Dr. Crescêncio Lucas, Roberto Jorge Alves Bacelar, Odivaldo Gomes, Armando de Oliveira Nunes, Jackson Martins Oliveira, Geraldo Moura, entre outros. Além de todos os líderes políticos citados, outros homens e mulheres também deram valiosas contribuições para o desenvolvimento do lugar.      

Este ciclo de desenvolvimento projetou Moro do Chapéu no cenário nacional e promoveu grandes transformações sociais e econômicas com a geração de emprego e renda e consagrando-se, vitoriosamente, com o crescimento das regiões de Fedegosos e Flores, bem como a emancipação de dois novos prósperos municípios na Chapada Diamantina, desmembrados de Morro do Chapéu graças a cafeicultura: Mulungu do Morro e Bonito – que teve como seu primeiro prefeito o próprio Odilésio Gomes (1990 a 1992). 

Morro do \chapéu de muito aos administradores que marcaram a marcha da história do lugar, não só pelos eventos materiais das inúmeras obras realizadas em suas administrações, mas, principalmente, pela maneira ética de como cada um se comportou à frente do Poder Executivo municipal. Todos eles planejaram suas atividades, inaugurando escolas, calçaram ruas, promoveram festivais, construíram estradas, além de outras benfeitorias, tudo rigorosamente de acordo com os orçamentos da Prefeitura. Tias realizações são atos simbólicos que tem o poder de parar o tempo e eternizar o seu autor – cujo nome fica lá, imponente, como uma estátua a dar testemunhos à história. 

O relato acima foi extraído do Livro Comemorativo aos 100 Anos de Moro do Chapéu editado pelo jornalista Luis Carlos Santos Lopes, na gestão de Cleová Barreto.     

                                                                                                         

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