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Saiba como chega o Brasil para enfrentar o Japão pela segunda fase da Copa do Mundo

DUELO DECISIVO

Seleção Brasileira treina visando duelo contra o Japão Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

A margem para errar ficou para trás. A partir de agora, a Copa do Mundo exige perfeição e o palco para o primeiro ato de matar ou morrer da Seleção Brasileira já está montado no NRG Stadium, no Texas. Em crescente na competição, o Brasil de Carlo Ancelotti mede forças contra o Japão nesta segunda-feira (29), às 14h, valendo a sobrevivência e a tão sonhada vaga nas oitavas de final.

As duas seleções chegam ao confronto com campanhas sólidas. A Amarelinha assegurou a liderança do Grupo C de forma invicta. Após empatar na estreia com o Marrocos e vencer o Haiti, o Brasil carimbou o primeiro lugar ao derrotar a Escócia por 3×0, na última quarta-feira (24), em Miami. Já a equipe asiática garantiu sua classificação na quinta-feira (25), em Dallas, ao arrancar um empate por 1×1 contra a Suécia, resultado que lhe assegurou a segunda posição do Grupo F. Quem passar, pega Noruega ou Costa do Marfim nas oitavas de final.

O Brasil chega embalado por marcas históricas de seus principais jogadores. No ataque, Vinicius Jr. vive uma fase iluminada. Eleito o melhor jogador em campo na vitória sobre a Escócia, o atacante marcou duas vezes e assumiu a artilharia da era Carlo Ancelotti. Com sete gols sob o comando do treinador italiano, Vini superou Estêvão, autor de cinco tentos no mesmo período.

Apenas neste Mundial, Vini Jr. já soma quatro gols, tendo balançado as redes em todas as partidas da primeira fase. O feito colocou o camisa 7 em uma prateleira de lendas da Seleção, como Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo Fenômeno (2002) e Rivaldo (2002) na restrita lista de atletas que marcaram em cada um dos compromissos da fase de grupos do torneio.

No sistema defensivo, a segurança atende pelo nome de Alisson. O gaúcho de Novo Hamburgo chegou à expressiva marca de 12 jogos pelo Brasil em Copas do Mundo (atuando nas edições de 2018, 2022 e 2026). Com isso, ele igualou Julio Cesar na terceira posição de goleiros com mais partidas pela Seleção em Mundiais.

O clima dentro do elenco da Canarinho é de foco total. Antes de enfrentar os asiáticos, o jovem Rayan destacou que a margem para errar chegou ao fim. “Na fase de grupos, sabemos que podemos consertar os erros. Mas agora é matar ou morrer. Sabemos que o time do Japão tem muitos jogadores qualificados, mas temos um grupo incrível de jogadores. Vai ser um jogo difícil, mas vamos dar o nosso melhor e trabalhar durante a semana para sairmos com a vitória”, disse

A evolução da equipe rumo à fase eliminatória também foi celebrada pela comissão técnica. Antes do atacante do Bournemouth, da Inglaterra, falar do peso da partida, Ancelotti comentou sobre a melhora do desempenho do Brasil durante a competição.

“Agora estamos jogando como uma equipe, esse é o objetivo. Não estamos perfeitos, temos coisas a melhorar. Podemos ser um pouco mais rápidos quando temos o controle. Estou contente porque o time melhorou muito, agora estamos sólidos. No mata-mata a solidez é muito importante. Comparando com o primeiro jogo, temos menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente”, deu o recado.

A única ausência do Brasil continua sendo o atacante Raphinha, que ainda se recupera de lesão na coxa que o tirou do confronto contra a Escócia. Com isso, a tendência é de que Ancelotti repita a escalação pela primeira vez desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira.

Enfrentando os Samurai

Historicamente, o embate entre Brasil e Japão costuma trazer boas lembranças aos torcedores brasileiros. As duas seleções se enfrentaram 14 vezes durante a história, com 11 vitórias para a Canarinho, dois empates e apenas uma derrota – justamente no último jogo disputado entre os países.

Em Copa do Mundo, essa será apenas a segunda partida. O primeiro duelo ocorreu na Copa de 2006, disputada na Alemanha, quando o Brasil de Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká venceu por 4×1. Naquela ocasião, os japoneses chegaram a abrir o placar, dando um leve susto antes de sucumbirem ao talento sul-americano.

Mais recentemente, na Copa das Confederações de 2013, um sonoro 3×0 na abertura do torneio também ratificou a soberania verde e amarela. Esse foi o último jogo entre ambos válido por uma competição oficial. Hoje, o abismo técnico e tático que separava as duas nações há quinze ou vinte anos foi drasticamente pulverizado.

A maioria dos atletas que vestem a camisa nipônica atua regularmente nas principais ligas do futebol europeu. Esse movimento conferiu aos Samurai uma bagagem competitiva maior. O Japão de 2026 é um adversário que não permite qualquer tipo de desatenção.

Para o torneio, a seleção japonesa perdeu três pilares do time. O capitão Wataru Endo e os atacantes Mitoma e Minamino seriam peças que elevariam o nível da equipe, mas Moriyasu conseguiu encontrar alternativas para minimizar as ausências.

Já para o duelo contra o Brasil, são duas dúvidas. O zagueiro Itakura foi substituído com dores durante a partida contra a Suécia, enquanto o meia Takefusa Kubo saiu de cadeira de rodas na primeira rodada e só voltou a treinar com bola na última sexta-feira (26).

Fonte: *Correio

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