Saúde mental: quando procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica

Ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtornos relacionados ao estresse e distúrbios do sono estão entre as principais disfunções mentais atendidas na atenção primária de saúde no Brasil. Cada vez mais frequentes nos consultórios, essas condições afetam pessoas de diferentes faixas etárias e podem comprometer relações pessoais, desempenho profissional e qualidade de vida quando não tratadas adequadamente. Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre qual especialista procurar inicialmente: psicólogo ou psiquiatra.
“O psicólogo atua principalmente no acompanhamento terapêutico, ajudando o paciente a compreender emoções, pensamentos e comportamentos, além de desenvolver estratégias para lidar com os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Já o psiquiatra é o médico especializado no tratamento dos transtornos mentais. A psiquiatria irá cuidar mais da parte médica e biológica do sofrimento mental, podendo avaliar a necessidade do uso de medicamento”, explica a psicóloga Luciana Machado, coordenadora do curso de Psicologia da Ages, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.
A especialista reforça que ambos os profissionais, psicólogo e psiquiatra, têm papéis fundamentais e complementares no cuidado com a saúde mental. Esse e outros temas correlacionados fizeram parte da programação da I Jornada Integrada do Cérebro, realizada nos dias 15 e 16 de maio na Ages campus Irecê. O evento foi promovido em colaboração com a Liga Acadêmica de Neurologia e Neurogenética, a Liga Acadêmica de Psiquiatria e Saúde Mental e a Liga Acadêmica de Psicologia da AGES.
Quando fazer uso de medicação
Os efeitos terapêuticos e adversos dos psicofármacos também foram abordados no evento científico da Ages. De acordo com Luciana Machado, nem sempre o tratamento mental envolve medicação. “Muitos quadros podem ser acompanhados inicialmente com psicoterapia, mudanças na rotina e fortalecimento da rede de apoio. Em outros casos, especialmente quando os sintomas são mais intensos ou persistentes, o acompanhamento psiquiátrico e o uso de psicofármacos podem ser necessários”, afirma.
O uso de antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor, no entanto, exige acompanhamento psiquiátrico rigoroso. A automedicação, a interrupção abrupta do tratamento ou o compartilhamento de medicamentos entre familiares e amigos podem trazer riscos importantes à saúde. “Os psicofármacos são seguros quando utilizados corretamente e com supervisão profissional. Cada paciente possui necessidades específicas, e a medicação deve ser prescrita de forma individualizada, respeitando dose, tempo de uso e possíveis efeitos colaterais”, alerta a psicóloga.
Os especialistas também reforçam que o tratamento em saúde mental deve ser visto de forma integral, envolvendo hábitos saudáveis, prática de atividade física, alimentação equilibrada, sono adequado e suporte emocional. Além disso, procurar ajuda precocemente pode evitar o agravamento dos transtornos e proporcionar melhor resposta.
Sobre a Ages
Há 43 anos, a Ages nasceu com o propósito de levar educação de qualidade ao interior do Nordeste, ampliando as oportunidades para as pessoas da região. Com raízes firmes em Paripiranga (BA), a instituição expandiu sua atuação para os municípios baianos de Jacobina, Irecê e Senhor do Bonfim. Desde 2019, a Ages integra o Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil. Atualmente, oferece mais de 40 cursos de graduação e pós-graduação. Na área de serviços à comunidade, a instituição se destaca por meio da CliAges, que já realizou mais de 25 mil atendimentos nas áreas de saúde e bem-estar. Reconhecida por sua excelência acadêmica, a Ages recebeu nota máxima do MEC no campus de Paripiranga, que hoje é um Centro Universitário. Saiba mais em: www.ages.edu.br
Sobre a Inspirali
Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima e é uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições localizadas em São Paulo, Piracicaba, São José dos Campos e Cubatão (SP), Belo Horizonte e Vespasiano (MG), Salvador, Irecê, Jacobina, Guanambi e Brumado (BA), Florianópolis e Tubarão (SC), Natal (RN) e Tucuruí (PA). As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. Os alunos são incentivados a participarem de ações humanitárias para vivenciarem uma experiência fora de sala de aula e realizam atendimentos, desde as primeiras fases, às comunidades nos 14 Centros Integrados de Saúde (CIS) e diversos hospitais, em parceria com o SUS.
Fonte: A Tarde

