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Conheça a ‘planta do futuro’, aposta para impulsionar economia da Chapada Diamantina

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Mangaba integra grupo de espécies brasileiras consideradas promissoras para o futuro  Crédito: Embrapa Cerrados Acervo

Nativa do Brasil e ainda pouco explorada comercialmente, a mangaba vem sendo apontada por pesquisadores como uma das chamadas “plantas do futuro” — espécies com potencial econômico, nutricional e ambiental estratégico para os próximos anos. Na Chapada Diamantina, a fruta passou a ganhar atenção de produtores, pesquisadores e gestores públicos como alternativa para fortalecer a economia regional.

O tema foi debatido este mês durante encontro realizado em Ibicoara, que reuniu representantes de 12 municípios da Chapada para discutir caminhos de fortalecimento da cadeia produtiva da mangaba. A iniciativa contou com participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), produtores rurais e representantes do governo baiano.

A mangaba é o fruto da mangabeira, árvore típica de biomas como Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e restingas do Nordeste. O fruto chama atenção pelo aroma forte, sabor doce com leve acidez e alto rendimento de polpa, características que favorecem o uso em sorvetes, doces, geleias, compotas, licores e sucos.

Além do consumo in natura, pesquisadores enxergam potencial para ampliar o uso da fruta na agroindústria e no mercado de produtos naturais. A mangaba também desperta interesse por propriedades antioxidantes e pelo valor nutricional, sendo rica em vitaminas e minerais.

Outro ponto considerado estratégico é o potencial de geração de renda para agricultores familiares e comunidades tradicionais da Chapada Diamantina. Em algumas localidades, a coleta da fruta já faz parte da economia local, mas ainda enfrenta desafios ligados ao 

processamento

 e à comercialização.

Segundo a Embrapa, a mangaba integra um grupo de espécies brasileiras consideradas promissoras para o futuro por aliarem adaptação climática, biodiversidade e possibilidade de aproveitamento econômico sustentável.

“Há uma necessidade de olharmos a mangaba como um produto da sociobiodiversidade que pode gerar alimento e renda para as comunidades”, afirmou o pesquisador da Embrapa, Josué Francisco da Silva Júnior. 

Durante o encontro, pesquisadores destacaram que as características da fruta podem variar conforme o ambiente de cultivo, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de produtos regionais e valorização da biodiversidade baiana.

A expectativa é que o fortalecimento da cadeia produtiva ajude a transformar a mangaba em um novo vetor econômico para a Chapada Diamantina, estimulando pequenos produtores e ampliando o mercado para frutas nativas brasileiras.

Donte*Correio

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