Bolsonaro indica 31 de março como data para fim da pandemia no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou ontem pela manhã em Salvador feliz com os rumos que a pandemia de covid-19 tem tomado no país, mas bastante insatisfeito com a atuação da Petrobras no mercado. Se depender do governo, a pandemia de covid-19 está com os dias contados no Brasil. Acaba no próximo dia 31, disse Bolsonaro a jornalistas ontem pela manhã, em sua chegada ao Senai Cimatec, na Avenida Orlando Gomes.  

Ao falar sobre a reclassificação da pandemia para endemia, Bolsonaro fez questão de ressaltar, por mais de uma vez, que a iniciativa era do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e que ele, como presidente, apenas apoia a idea. “Tá aqui o Queiroga, já deu uma declaração há dez dias, mais ou menos. A tendência do Queiroga, que é a autoridade nesta questão, tem conversado na Câmara dos Deputados, com parlamentares, e também no Supremo Tribunal Federal… A ideia dele é passarmos de pandemia para uma endemia e aí vocês irão ficar livres da máscara em definitivo”, ressaltou ele, que durante todo tempo em público permaneceu sem o uso da proteção facial. 

Endemia é, basicamente, uma doença recorrente, para a qual a população e os serviços de saúde já estão preparados. A Lei 13.979/2020 definiu que cabe ao Ministério da Saúde estabelecer a duração das medidas de emergência em Saúde Pública. 

Aos falar sobre o assunto, Bolsonaro voltou a criticar as estratégias utilizadas no controle da da doença e descartou a preocupação com a chegada de novas variantes de infecção. Nos últimos dias, o Ministério da Saúde anunciou que monitora casos suspeitos no Brasil de infecções pela Deltacron, uma multação do coronavírus, que mesclou as variantes Delta e Ômicron. 

“A gente não pode ficar vivendo de onda, é uma realidade. Vocês já viram, se ficar em casa o vírus não vai embora. Quase quebraram a economia. Talvez, o único chefe de estado do mundo que disse que não deveríamos ficar em casa, que tínhamos que trabalhar, tenha sido eu”, disse, ressaltando que, no entender dele, apenas idosos e portadores de comorbidades deveriam ser alvos de maiores cuidados. “Hoje, vários estudos comprovam que eu estava certo. Eu não errei nenhuma, apenas estudei e tive coragem para enfrentar o problema”, defendeu-se. 

Fonte: *Correio

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