APOLOGIA DOS MESES: DEZEMBRO

O Poema abaixo é do Livro de  Eurycles  Barreto, datado de 1933, na íntegra.

Ponto final do grande calendário,

Dos affarrabios no ano que  fenece,

Dezembro surge, dentro de uma prece,

Entre os humbraes do seu itinerado!

E a nossa vida um anno mais se acresce.

E a gente vê no espelho do fadário,

Que mais uma ilusão nos aborrece

Dentro da noite do destino vario!

Mas, quem carrega aos hombros sua cruz

Da  Fé, recorda que nasceu Jesus,

– Fonte do Amor mais puro que os amores –

De ti, Dezembro,  aos vinte e cinco dias…

E então a cruz se torna em melodias,

Porque Dezembro se transforma em flores!

…Mas, quando o anno se finda,

A certeza que se tem

É que, nas costas, ainda, nos bate a chibata linda

Dos desenganos, meu bem!

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